SIADAP (março de
2013): visão dos atores num contexto de austeridade
Atores
|
Opiniões
|
Dirigente máximo
|
A
austeridade cria o sentimento de desmotivação e, em consequência o
trabalhador adota um comportamento que se afasta dos objetivos definidos.
Esta situação generaliza-se, desaparecem as referências do bom trabalhador,
dificultando em muito a gestão das pessoas. Como o sistema de avaliação deixou de ter
instrumentos para premiar o mérito, perde eficácia e está posto em causa.
|
Membro de Conselho Coordenador da Avaliação
|
Um sistema
de avaliação em período de cortes cegos e generalizados não produz qualquer
efeito positivo. Antes pelo contrário, não passa de um processo burocrático
que só acarreta desgaste entre os intervenientes.
|
Avaliador
|
Nunca como
agora se sente a desmotivação dos trabalhadores e dos dirigentes, e em termos
crescentes e progressivos. Perdeu-se a perspetiva de cascata dos objetivos e
perderam-se os benefícios que as diferenciações de mérito poderiam trazer.
Todo este panorama conduz a organizações (e pessoas) doentes, onde se exige cada vez mais de cada vez menos pessoas. |
Avaliado
|
Existe uma
menor motivação no trabalho e no desempenho. Estamos muito reduzidos de
pessoal e exige-se mais por menos dinheiro. Sendo assim, a motivação é cada
vez menor, além de que um "Excelente" agora não traz nenhuma
contrapartida, ao invés do que acontecia anteriormente.
|
As respostas dos atores apontam para a
desmotivação dos trabalhadores como efeito negativo das medidas de austeridade
e para o desgaste cada vez maior das pessoas e das organizações. Seguramente
que este sentimento poderá afetar os princípios e objetivos subjacentes à
aplicação do SIADAP.
Todavia, o tempo encarregar-se-á de clarificar
esta e outras questões inerentes.
